Não é por acaso que Rudyard Kipling tenha escrito o "Livro das Selvas", que conta a história do menino lobo Mogli. Kipling nasceu em Bombaim, Índia, onde o caso de meninos lobos eram abundantes, tanto que em 1920 descobriram duas crianças, Amala e Kamala, vivendo no meio de uma família de lobos. A primeira tinha um ano e meio e veio a morrer um ano mais tarde. Kamala, de oito anos de idade, viveu até 1929. Não tinham nada de humano e seu comportamento era exatamente semelhante ao de lobos.
Caminhavam de quatro apoiando-se sobre os joelhos e cotovelos para os pequenos trajetos e sobre as mãos e os pés para os trajetos longos e rápidos. Eram incapazes de permanecer de pé.
Só se alimentavam de carne crua ou podre, comiam e bebiam como os animais, lançando a cabeça para a frente e lambendo os liquidos. No orfanato onde foram recolhidas, passavam o dia acabrunhadas e prostradas numa sombra; eram ativas e ruidosas durante a noite, procurando fugir e uivando como lobos. Não choravam ou riam.
Kamala humanizou-se lentamente. Ela necessitou de seis anos para aprender a andar e pouco antes de morrer só tinha um vocabulário de cinqüenta palavras. Atitudes afetivas apareceram aos poucos. Ela chorou pela primeira vez por ocasião da morte de Amala e se apegou lentamente às pessoas que cuidaram dela e às outras crianÇas com as quais conviveu.
A sua inteligência permitiu-lhe comunicar-se com outros por gestos, e depois por palavras de um vocabulário rudimentar, aprendendo a executar ordens simples.
(resumido de B. Reymond, Le développement social de l'enfant et de 1'adolescent, Bruxelas, Dessart,1965, p.12-14, apud C. Capalbo, Fenomenologia e ciências humanas, Rio de Janeiro, J. Ozon Ed.,p. 25-26.)
Caminhavam de quatro apoiando-se sobre os joelhos e cotovelos para os pequenos trajetos e sobre as mãos e os pés para os trajetos longos e rápidos. Eram incapazes de permanecer de pé.
Só se alimentavam de carne crua ou podre, comiam e bebiam como os animais, lançando a cabeça para a frente e lambendo os liquidos. No orfanato onde foram recolhidas, passavam o dia acabrunhadas e prostradas numa sombra; eram ativas e ruidosas durante a noite, procurando fugir e uivando como lobos. Não choravam ou riam.
Kamala humanizou-se lentamente. Ela necessitou de seis anos para aprender a andar e pouco antes de morrer só tinha um vocabulário de cinqüenta palavras. Atitudes afetivas apareceram aos poucos. Ela chorou pela primeira vez por ocasião da morte de Amala e se apegou lentamente às pessoas que cuidaram dela e às outras crianÇas com as quais conviveu.
A sua inteligência permitiu-lhe comunicar-se com outros por gestos, e depois por palavras de um vocabulário rudimentar, aprendendo a executar ordens simples.
(resumido de B. Reymond, Le développement social de l'enfant et de 1'adolescent, Bruxelas, Dessart,1965, p.12-14, apud C. Capalbo, Fenomenologia e ciências humanas, Rio de Janeiro, J. Ozon Ed.,p. 25-26.)
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3.1.12
1 opiniões:
caralho... q materia foda
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