6.10.11

MOVIMENTOS SOCIAIS MODERNOS

A geração baby boomers e parte da geração X que não aderem aos movimentos organizados via redes sociais não compreendem que o mundo mudou, que vivemos num cenário cada vez mais conectado, em que a cooperação e a divulgação de informação são as armas mais poderosas que temos. Eles vivem num tempo antigo, num cenário em que o conhecimento só tinha valor quando não era disseminado aos outros. Naquele tempo a escassez de acesso aos conteúdos ajudava a valorizar um comportamento de restrição da informação, pois quem tinha a informação, tinha o poder, uma vez que para conseguir em outras fontes era muito complexo.

Com a revolução tecnológica e o avanço das mídias sociais o antigo cenário mudou completamente. O acesso ao conteúdo virou commodity e esses figurões pararam de ter valor para as pessoas, uma vez que sua informação estava disponível em todos os lugares.

Este novo cenário vai engolir esses dinossauros por completo em breve. É só uma questão de tempo. Se vocês perceberem, as pessoas mais seguidas no twitter, facebook, slideshare e myspace são as que tem a capacidade de organizar e disseminar conteúdo. Esses indivíduos se tornam rapidamente pontos de referencia e, consequentemente, ganham poder para influenciar, organizar e agir em prol de seus objetivos e/ou de objetivos do grupo.

Pense bem, no século passado os protestos aconteciam nas ruas, com caras pintadas e foguetes, e com o povo sendo massacrado pelos canalhas fardados. Os efeitos desses protestos eram lentos e em pouquíssimos casos resolviam os problemas sociais.

No mundo atual e daqui pra frente, esse tipo de protesto tende a mudar. Os protestos modernos irão a agir em integração com as mídias sociais. A abrangência será maior, os efeitos mais imediatos e os resultados mais efetivos. Se você não colocou um desenho em seu perfil como forma de protesto contra a violência infantil, você boicotou a nova forma de organização social. Hoje temos cartazes, mas amanhã poderemos divulgar as fotos dos pedófilos e espancadores nos nossos perfis sociais e ajudarmos a policia a encontrar os canalhas. Poderemos disseminar com rapidez uma injustiça por parte de uma grande corporação. Poderemos difundir nosso ponto de vista sobre uma atitude governamental para o mundo de forma mais rápida, assim como a Al Jazeera fez na invasão americana ao Oriente Médio, dando uma perspectiva diferente da que historicamente CNN, BBC e Reuters fizeram. Teremos mais força a medida que explorarmos a potencialidade das redes sociais, pois a organização da sociedade nunca esteve tão simples de se colocar em prática como está nos dias de hoje. Fica aí meu recado!

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