[…] Partindo do estado de gorila, é para o homem um processo muito difícil chegar à consciência de sua humanidade e à realização de sua liberdade. Primeiramente, ele não pode ter nem esta consciência, nem esta liberdade; ele nasce besta feroz e escrava, e só se humaniza e se emancipa progressivamente no seio da sociedade que é necessariamente anterior ao nascimento de seu pensamento, de sua palavra e de sua vontade; e ele só pode fazê-lo pelos esforços coletivos de todos os membros passados e presentes desta sociedade que é, em conseqüência, a base e o ponto de partida natural de sua existência humana. Resulta que o homem só realiza sua liberdade individual ou sua personalidade completando-se com todos os indivíduos que o cercam e somente graças ao trabalho e à força coletiva da sociedade, fora da qual, de todos os animais ferozes que existem na Terra, ele seria, sem dúvida e sempre, o mais estúpido e miserável. No sistema dos materialistas, que é o único natural e lógico, a sociedade, longe de diminuir e de limitar, cria, ao contrário, a liberdade dos indivíduos humanos. Ela é a raiz, a árvore, e a liberdade é seu fruto. Logo, em cada época, o homem deve procurar sua liberdade, não no início, mas no fim da história, e pode-se dizer que a emancipação real e completa de cada indivíduo humano é o verdadeiro, o grande objetivo, o fim supremo da história.
Trechos retirados do manuscrito de Bakunin Império Knouto-germânico,
9.8.11
INDIVÍDUO, SOCIEDADE, LIBERDADE...
9.8.11
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1 opiniões:
Liberdade de quê?
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